
Nesta segunda-feira, 24, a palestra do economista Wagner Ismanhoto abriu a programação da XIV Semana da Engenharia. Abordando o tema “A nova economia real e os desafios no curto prazo”, o economista explicou aos estudantes a preocupação mundial com as questões tecnológicas. E fez um alerta: para ele, ao mesmo tempo em que a demanda por tecnologia cresce, os recursos, sejam eles financeiros ou naturais, estão diminuindo, anunciando assim a necessidade de desenvolvimento de técnicas mais racionais e econômicas de produção.
O palestrante fez também uma breve apresentação com dados sobre a economia mundial, mostrando como é significativo o aumento da demanda por profissionais de engenharia em vários países emergentes. No Brasil, por exemplo, estima-se que haja um déficit de 30 mil engenheiros, problema que não ocorre em países asiáticos. A China é um dos grandes emergentes que vem despontando como modelo em desenvolvimento de tecnologia, especialmente na área de engenharia civil.
Diante de um cenário tão favorável aos profissionais, Ismanhoto acredita que no momento a universidade deve ser também um espaço para discussão: “Mesmo na engenharia, abordar apenas a parte técnica não é suficiente.O profissional deve ter um conhecimento amplo de todo o contexto [econômico e social] em que está inserido, para poder se adaptar ao mercado” Para o economista, estas são as características que devem ser desenvolvidas, pois são muito valorizadas nas empresas, que cada vez mais procuram profissionais dinâmicos, que detenham não somente o conhecimento técnico, mas também a informação necessária para a percepção das constantes mudanças de tendências no mercado de trabalho.
Aline Scaravelli para FEBComunica